O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Despe-me




Despe-me de dores e incertezas,
vulcões de ternura, trilhos de utopia,
desejos fermentes, pássaros multi-cores,
ânsia, fome de viver. Mostra o dia-a-dia
a alvorecer na palavra. O riso e o amor.
Minha página alvoroçada, sons da terra,
fraga esfiapada, urtiga e flor aberta.

Nasce-me de novo, rebelde,
filho segundo de geração espontânea,
teia que me prende e desvenda.
Aquieta-me. E embora cálida 
e finita seja a tarde,
despe-me, hoje, num fio de aurora.

Teresa Almeida Subtil


1 comentário:

  1. Um belíssimo poema... descrevendo tão bem, o papel e a função da poesia... um verdadeiro vulcão de emoções!
    Adorei cada palavra, Teresa! Parabéns!
    Beijinho
    Ana

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