O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Hortênsia azul



Esta foi a noite de todos os azuis,
pingas copiosas, labaredas e céus.
Arrasto de cinzas. Beijos à janela.

E esta mistura prazer-dor.
não é insanidade, é arrepio inevitável,
afago e fome.

Dizem as hortênsias
do tempo a suavidade, do verso o perfume,
da casa a graça, o olhar e a luz.
Do muro a liberdade.

E do desejo de águas novas
que perpassa por elas e por nós,
há, ainda, beijos que se apagam
e janelas que ardem.


Teresa Almeida Subtil

7 comentários:

  1. Que lindo! Um misto de ternura, de carinho, de sentimentos, de desejos.
    Lindo, um bálsamo para bons sonhos!
    Beijo, querida amiga.

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  2. Hortênsias com desejos de águas novas e muros de liberdade... Como não hão-de incendiar-se as janelas com o perfume e os beijos?
    Tão belo, Teresa!
    Um beijo.

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  3. Uma bela mistura. A do poema.
    Brilhante, como sempre. Gostei muito.
    Teresa, um bom fim de semana.
    Abraço.

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  4. Olá Teresa.
    É sempre bom ler um bom poema como este,
    de sua autoria. Parabéns,
    Um abraço.

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  5. Não sei que diga, Teresa, de tal forma o poema me tocou. Guardo-o comigo, no bolso, para o deglutir a pouco e pouco, como coisa preciosa...

    Um beijinho :)

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  6. Querida Teresa,

    Belíssimo!!!

    O perfume do sentir a colar na pele e na
    transcendência dos momentos a ficarem
    eternizados em poesia!...
    Tu és única na expressividade de dizer sobre o
    amor de corpo e alma libertos no fluir etéreo
    e admirável sempre a tua expressividade, amiga
    querida!
    Saudades de ler-te e gosto muitooo de ocê! (como
    diz na minha terrinha...rss)...
    Semana luminosa e alto astral para ti!
    Beijinhos.

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  7. Um trabalho belíssimo... arrebatador... e cheio de cor... onde a paixão e a vida, brotam em cada palavra!
    Maravilhoso de se ler! Mais um trabalho notável! Parabéns, Teresa!
    Beijinhos
    Ana

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